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Passarela da Gigica em Mucuri: Um patrimônio turístico em risco pela falta de manutenção

Recentemente, um morador local relatou que parte da passarela apresenta desnivelamentos significativos, com um dos lados cedendo. A situação se agravou a ponto de, há dois meses, um visitante sofrer uma queda grave devido à deterioração da madeira, necessitando de ajuda por parte de moradores da região

A Passarela da Gigica, um dos principais pontos turísticos da cidade de Mucuri, está passando por um momento crítico em sua estrutura. Construída há vários anos sobre um manguezal preservado e com cerca de 500 metros de extensão, essa passarela de madeira não apenas atrai turistas em busca de belezas naturais, mas também serve como um importante caminho para os moradores locais. No entanto, a falta de manutenção tem gerado preocupações sobre a segurança de quem a utiliza.

Recentemente, um morador local relatou que parte da passarela apresenta desnivelamentos significativos, com um dos lados cedendo. A situação se agravou a ponto de, há dois meses, um visitante sofrer uma queda grave devido à deterioração da madeira, necessitando de ajuda por parte de moradores da região. Este incidente alarmante acendeu um sinal de alerta para  a comunidade em geral sobre a urgência de ações corretivas.

“Quando aconteceu o acidente os funcionários da prefeitura vieram, porém eles consertam somente o local que quebrou, não existe uma manutenção para evitar futuros acidentes, agora esta um lado cedendo, as pessoas passam por aquele lado da passarela, porque visivelmente pode quebrar”, afirmou outra moradora.

Desde sua inauguração, a Passarela da Gigica tem sido um símbolo da beleza natural da região, permitindo aos visitantes uma experiência única de interação com o ecossistema local. Entretanto, como qualquer estrutura exposta às intempéries, a passarela requer manutenções regulares para garantir sua integridade e segurança. O aumento do turismo e a falta de cuidados têm cobrado um preço alto, e as consequências começam a ser visíveis.

O impacto da falta de manutenção não se limita à segurança física dos usuários. A degradação da passarela pode afetar diretamente o turismo na região. Com tantas opções de destinos, os visitantes são cada vez mais exigentes quanto às condições das atrações que decidem visitar. Uma passarela deteriorada pode resultar em menos turistas e, consequentemente, em perdas econômicas para os comerciantes locais que dependem desse fluxo.

A população local espera que medidas sejam adotadas rapidamente, antes que novos acidentes aconteçam. Os moradores levantam a necessidade de um plano de conservação para a estrutura, que inclua inspeções regulares e reparos preventivos.

A situação da Passarela da Gigica também levanta questões sobre a preservação das áreas naturais na região. O manguezal sob a qual a passarela foi construída é um ecossistema vital, abrigando diversas espécies da fauna e flora locais. A falta de cuidado com a estrutura não só compromete a segurança, mas também pode representar um risco ao meio ambiente. A proteção dessas áreas deve ser uma prioridade nas agendas de turismo sustentável e desenvolvimento local.

Por Natacha Nakamura