Por Redação FM News
Na madrugada desta segunda-feira (7), quatro detentos considerados de alta periculosidade fugiram da Unidade Prisional de Teixeira de Freitas, no extremo sul da Bahia. A fuga gerou forte repercussão nas redes sociais e acendeu um alerta nas forças de segurança da região, que intensificaram as buscas pelos foragidos.
Segundo informações da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap), os presos conseguiram escapar após cavarem um buraco na parede da cela, acessando a área externa do presídio sem serem detectados. As circunstâncias da fuga estão sendo investigadas por meio de uma sindicância interna, aberta pela própria Seap.
Os fugitivos foram identificados como Joales de Jesus de Sousa, condenado por estupro e com histórico de crimes no Espírito Santo; Paulo Sérgio Cardoso, preso por homicídio em Prado; Felipe Freitas de Lima, acusado de tráfico de drogas e homicídio em Teixeira de Freitas; e Gilmar Rodrigues de Souza, apontado como o mais perigoso do grupo, com envolvimento com o tráfico de drogas e assassinatos em Nova Viçosa. Gilmar também é suspeito de integrar uma facção criminosa com atuação nacional.
Até o momento, nenhum dos detentos foi recapturado. Equipes da Polícia Penal, Militar e Civil, além da CIPE/Mata Atlântica, estão mobilizadas na operação de busca, que se estende por diversas cidades da região. A Seap informou ainda que reforçou a segurança nas unidades prisionais do estado, enquanto tenta entender como os presos conseguiram executar a fuga sem serem impedidos.
A população pode contribuir com informações que ajudem na localização dos fugitivos por meio dos canais oficiais da segurança pública, como o Disque Denúncia (181) e o número 190 da Polícia Militar.
Este é o terceiro caso de fuga registrado em unidades prisionais da Bahia em menos de sete meses, revelando falhas estruturais e operacionais no sistema penitenciário do estado. Especialistas e entidades ligadas à segurança pública têm cobrado investimentos em infraestrutura, tecnologia de vigilância e formação contínua de agentes como medidas urgentes para evitar novos episódios.




