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Entrevista com a Presidente da APAE – Rádio Abrolhos FM

APAE significa Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais. É uma organização não governamental e sem fins lucrativos que promove a inclusão e atende pessoas com deficiência intelectual e múltipla, oferecendo serviços de saúde, educação e assistência social para melhorar a qualidade de vida delas e de suas famílias. 

Marli Ferreira Pego:
Olá, pessoal da rádio. Tudo bem com vocês? É um grande prazer estar falando aqui e gostaria de agradecer à rádio por abrir o microfone para a APAE, para que possamos levar o nosso trabalho a todos os ouvintes.

Qual é a missão principal da APAE e como ela se reflete no dia a dia da instituição?

Marli Ferreira Pego:
A missão da APAE é promover e articular ações de defesa de direitos, prevenção, orientação e prestação de serviços de apoio às famílias, sempre direcionadas à melhoria da qualidade de vida da pessoa com deficiência e à construção de uma sociedade mais justa e solidária.

Quais são os maiores desafios enfrentados atualmente pela APAE?

Marli Ferreira Pego:
Como instituição sem fins lucrativos, enfrentamos muitas dificuldades, diretas e indiretas. Temos sócios, colaboradores e a parceria da prefeitura, mas sempre há algo que falta.
Um dos maiores desafios hoje é o espaço físico. Nossos alunos cresceram e o número de atendidos aumentou. Salas que antes comportavam 10 crianças agora estão pequenas para atender adolescentes e adultos.

Quantas crianças e adolescentes são atendidos atualmente?

Marli Ferreira Pego:
Hoje temos 83 pessoas cadastradas pelo SISC, da Assistência Social, dentro do serviço de convivência. Já matriculados, temos 87. Porém, nem todos frequentam diariamente. Como temos uma grande demanda de autistas, organizamos uma rotina diferenciada: alguns vêm em determinados dias, outros em dias diferentes, para que possamos oferecer uma atenção mais individualizada.

Como a comunidade pode colaborar de forma mais efetiva com a instituição?

Marli Ferreira Pego:
A comunidade pode ajudar tornando-se sócia contribuinte ou colaboradora. Basta procurar a instituição e se cadastrar. As doações podem ser de qualquer valor, seja 5, 10, 15 reais ou mais, conforme o coração de cada um.
E não precisa ser apenas de Itabatã. Pessoas de qualquer lugar podem contribuir. O importante é colaborar para que a instituição funcione de forma adequada.

Qual foi a história mais marcante que você vivenciou na APAE?

Marli Ferreira Pego:
A APAE tem muitas histórias marcantes, desde a sua fundação. Cada presidente e cada colaborador tem uma história especial para contar.
No meu caso, minha história se mistura com a da instituição. Eu estava presente quando a APAE foi institucionalizada. Oito meses depois, meu filho nasceu, e eu não sabia, naquele dia da primeira reunião, que estava grávida.
Um ano depois, me tornei professora da instituição. E, para minha surpresa, meu filho nasceu com uma deficiência. Isso me deu ainda mais motivos para estar dentro da APAE, lutando e trabalhando por essa causa.

Encerramento
A entrevista com a presidente Marli Ferreira Pego mostra a importância da APAE para a comunidade, os desafios enfrentados e as formas de colaboração. Mais do que uma instituição, a APAE é um espaço de acolhimento, transformação e histórias de vida que inspiram toda a sociedade.

Para colaborar com a instituição basta fazer o cadastro na unidade Rua Itapebi, 104 Gazzinellândia

Por Natacha Nakamura