Número de casos suspeitos subiu para 12. Sesa também divulgou nota técnica com novas orientações sobre o tratamento de casos suspeitos. Entre as medidas estão a suspensão de visitas.
Por Viviane Lopes, g1 ES e TV Gazeta
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) do Espírito Santo divulgou que, até a tarde de domingo (26), 33 funcionários do Hospital Santa Rita, em Vitória, foram infectados, e oito seguiam internados, sendo três na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e cinco em enfermarias da Grande Vitória. Outros 12 novos casos suspeitos de pacientes e acompanhantes também são apurados pela Sesa. O local é referência no tratamento oncológico.Com a atualização, mais sete novos casos entre funcionários foram registrados, e mais dois entre pacientes e acompanhantes passaram a ser investigados. A origem da contaminação ainda não foi identificada.
A Sesa também emitiu na tarde deste domingo uma nota técnica que estabelece orientações para os hospitais sobre procedimentos que devem ser adotados para evitar novos casos de contaminação e quais passos seguir ao lidar com casos suspeitos.
Medidas principais:As visitas aos pacientes com suspeita de contaminação devem ser evitadas;Os pacientes não devem ser movimentados desnecessariamente na instituição;Os profissionais de saúde, pacientes e acompanhantes devem ser devidamente instruídos quanto à importância da higiene das mãos e monitorados quanto à sua implementação.A nota também especifica quais exames devem ser realizados nos pacientes suspeitos e quais amostras devem ser coletadas para ajudar na identificação.
Primeiros registros
A coordenadora de Controle de Infecção Hospitalar do Santa Rita, Carolina Salume, informou que a contaminação começou em funcionários da ala oncológica, e que nenhum paciente do setor foi infectado.O local foi isolado e higienizado e os pacientes imunodeprimidos transferidos para outra ala.
” Os casos começaram a chegar separados e no domingo pela manhã que a gente começou a observar que eles eram muito parecidos, com os exames de imagem muito parecidos, os raios X de tórax, as tomografias de tórax e aí que a gente começou a associar um ao outro e entender que se tratava de alguma coisa nova, focada nesse setor de internação, porque a gente só tinha funcionários, não tínhamos pacientes acometidos e os todos os funcionários eram desse setor. É importante dizer, os pacientes desse setor são pacientes oncológicos, são imunodeprimidos e eles não ficavam doentes, mas sim os funcionários que são imunocompetentes”, narrou a coordenadora.
Hospital Santa Rita, Vitória, Espírito Santo — Foto: Reprodução/TV Gazeta




