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Viroses no verão: por que os casos aumentam e como se proteger?

Médico infectologista do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), Gilberto Barbosa responde às principais dúvidas sobre o tema

Com a chegada do verão e do período de férias, aumentam as viagens, as aglomerações e o contato com ambientes que favorecem a circulação de vírus. O resultado é um crescimento significativo dos casos de viroses, especialmente entre pessoas que viajam ao Litoral e enfrentam sintomas como diarreia, vômitos e mal-estar.

Para entender melhor o que são as viroses, como identificar os sintomas, e quando procurar atendimento, o médico infectologista Gilberto Barbosa, do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), em Passo Fundo, responde às principais dúvidas sobre o tema.

O que é uma virose?

Conforme o especialista, o termo “virose” é bastante amplo. Ele se refere a infecções causadas por vírus, que podem atingir diferentes partes do organismo.

As mais comuns são as infecções respiratórias, como rinite, sinusite e infecções de garganta, e as infecções do trato digestivo, como as diarreias.

Existe relação entre virose e época do ano?

As viroses acontecem durante todo o ano, mas alguns tipos são mais frequentes em determinadas estações, frisa o médico.

A gripe, por exemplo, ocorre com mais frequência no frio, uma vez que as pessoas permanecem mais tempo em ambientes fechados e o vírus se dissemina com mais facilidade.

Já as viroses intestinais são mais comuns no calor, quando há maior risco de contaminação por água e alimentos.

Por que as viroses são tão comuns no Litoral durante o verão?

No Litoral, aponta Barbosa, há grande circulação de pessoas de diferentes regiões, o que favorece a disseminação de agentes infecciosos.

— Também há aglomeração, aumento no consumo de alimentos fora de casa e pode haver ingestão de água de consumo e a utilizada para banho, que podem estar contaminadas.

Quando é necessário procurar atendimento médico?

Depende do caso. Crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas ou baixa imunidade devem procurar atendimento mais cedo, preferencialmente nas primeiras 24 horas.

Adultos saudáveis devem, inicialmente, manter uma boa hidratação, com água e soro via oral. No entanto, é importante buscar ajuda médica se houver febre persistente por mais de 24 a 48 horas, diarreia ou vômitos muito frequentes ou sinais de desidratação.

Quanto tempo costuma durar uma virose?

Na maioria dos casos, as viroses intestinais são autolimitadas e duram cerca de 48 a 72 horas, podendo chegar a até cinco dias. Geralmente, os sintomas diminuem progressivamente, sem necessidade de tratamento específico.

Existe tratamento específico para virose?

Não existe tratamento antiviral para a maioria dessas viroses. O principal cuidado é a hidratação, de preferência com soro de reidratação oral, que repõe líquidos e sais minerais perdidos. Apenas água não é suficiente.

A vacinação ajuda a prevenir?

Sim. A vacina contra o rotavírus, aplicada nos primeiros meses de vida, reduziu drasticamente as hospitalizações e mortes por gastroenterites em crianças no Brasil. Manter o calendário vacinal em dia é fundamental para a prevenção.

Como diferenciar uma infecção viral de uma bacteriana?

Nem sempre é possível diferenciar apenas pelos sintomas, mas alguns sinais sugerem infecção bacteriana: febre persistente, dor abdominal intensa, presença de sangue ou pus nas fezes e diarreia com duração superior a cinco dias. Nesses casos, exames laboratoriais ajudam a confirmar o diagnóstico.

Fonte: GHZ