Piloto da Latam suspeito de liderar rede de abuso infantil é preso no aeroporto de Congonhas
Homem foi preso dentro da aeronave na manhã desta segunda-feira (9/2)
A Polícia Civil de São Paulo prendeu um piloto da Latam, de 60 anos, na manhã desta segunda-feira (9), dentro do avião no aeroporto de Congonhas, na capital paulista, suspeito de participar de uma rede de exploração de pornografia infantil e estupro de vulnerável.
A Aena, concessionária que administra o aeroporto, afirma que não houve impacto às operações do Aeroporto de Congonhas, que ocorrem normalmente. Também foi presa uma mulher de 55 anos que teria “vendido” três netas, de 10, 12 e 14 anos para o piloto.
As duas prisões fazem parte da operação Apertem os Cintos da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa), que investiga essa rede de estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição e exploração sexual de criança e adolescente, que funcionava havia oito anos.
Além das duas prisões, a operação cumpre oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados. Os policiais fazem buscas em São Paulo e em Guararema, na região metropolitana.
As investigações começaram em outubro de 2025 e já foram identificadas três vítimas, com 11, 12 e 15 anos, submetidas “a graves situações de abuso e exploração sexual”, diz a polícia.
De acordo com a SSP (Secretaria da Segurança Pública), são investigados crimes de estupro de vulnerável, estupro, favorecimento da prostituição e da exploração sexual de criança e adolescente, uso de documento falso, produção, armazenamento e compartilhamento de material de pornografia infanto-juvenil, perseguição reiterada (stalking), aliciamento de crianças e coação no curso do processo, “evidenciando grave violação à dignidade sexual de crianças e adolescentes”.
“As provas colhidas até o momento mostram que os crimes investigados integram uma estrutura organizada de exploração sexual infantil, com indícios de habitualidade, divisão de funções e atuação coordenada entre os envolvidos”, afirma a pasta da segurança.
Em comunicado, a Latam Airlines Brasil afirmou que instaurou uma apuração interna e permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
A empresa acrescentou que repudia de forma categórica qualquer prática criminosa e ressaltou que adota os mais altos padrões de segurança e conduta.
De acordo com a companhia, o voo LA3900, que faz a rota São Paulo/Congonhas–Rio de Janeiro/Santos Dumont e que seria operado pelo piloto detido, transcorreu normalmente, com decolagem e pouso dentro do horário programado.
FRANCISCO LIMA NETO/Folhapress –




