Prefeitura de Mucuri publicou dois extratos de contratos no valor de R$ 3.134.428,8 milhões, referente a contração de duas empresas para fornecimento de merenda escolar
Recentemente, uma aluna do 5º ano da rede pública de ensino de Mucuri fez uma observação que não apenas destaca uma realidade preocupante, mas que também já se tornou uma comédia de erros na merenda escolar. Em um post revelador nas redes sociais, ela comentou que há dois dias consecutivos o cardápio oferecido era um delicioso… mingau de fubá. Sim, leitores, o mesmo mingau que, por seu sabor e criatividade, conquistou muitos desde a infância até os dias de hoje! Ou não?
No dia 24 de fevereiro, a Prefeitura de Mucuri anunciou a contratação de duas empresas para fornecer alimentos ao nosso tão adorado almoço escolar, totalizando a bagatela de R$ 3.134.428,80 milhões (pasmem!). A AR Distribuidora de Produtos LTDA e a Legi Distribuidora LTDA foram as escolhidas para agraciar nossos pequenos com opções de merenda que, segundo a aluna, não são exatamente um banquete.

A AR Distribuidora ficará responsável por um valor de R$ 1.637.852,50 durante o período de 20 de fevereiro de 2026 a 19 de fevereiro de 2027. Por sua vez, a Legi Distribuidora levará a sua parte de R$ 1.496.576,30, no período de 23 de fevereiro de 2026 a 22 de fevereiro de 2027. Um investimento robusto, sem dúvida, mas que parece ter como resultado um cardápio onde o mingau de fubá se torna o protagonista incontestável.
A aluna, em seu comentário sincero e reflexivo, expressou gratidão pelo mingau. Um gesto admirável, sem dúvida. Mas, vale ressaltar que a repetição incessante de um único prato, mesmo que carinhosamente servido, pode gerar um certo tédio palatal. Não é à toa que o “mingau de fubá” tem suas qualidades, mas será que ele realmente cumpre a promessa de uma alimentação diversificada e nutritiva para os estudantes?
A falta de diversidade alimentar vai além do simples capricho dos paladares exigentes. É um reflexo de como as nossas crianças, o futuro do país, estão sendo alimentadas nas escolas. O compromisso de uma merenda mais equilibrada e variada deve vir lado a lado com os contratos recheados de valores exorbitantes. Afinal, será que a única forma de servir comida nas escolas seria por meio de lenta e contínua “fubá”-ização das refeições?
Enquanto continuamos a celebrar o mingau icônico, fica o questionamento: será que nossas crianças estão realmente satisfeitas? Ou seria hora de dar um passo além e inovar o cardápio escolar? A resposta pode estar na próxima merenda – ou não.
Por Natacha Nakamura




