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Dia do Cacau: Bahia tem perspectiva de crescimento da produção em 2026 com investimento em qualidade e sustentabilidade

Celebrado nesta quinta-feira (26), o Dia Nacional do Cacau destaca a relevância histórica, econômica e ambiental da cultura para a Bahia – as primeiras mudas plantadas na região Sul, no século XVII, transformaram o estado em um dos maiores produtores do país, com mais de 137 mil toneladas e estimativa de R$6,5 bilhões em valor bruto da produção em 2025.

A data também reforça o papel estratégico do fruto no desenvolvimento agrícola do estado, impulsionado por políticas públicas promovidas pelo Governo do Estado, através da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), que priorizam inovação, sustentabilidade e geração de renda no campo.O cacau baiano vem crescendo em produtividade, com expansão da cultura em novos territórios.

A adoção de novas tecnologias aliadas a práticas sustentáveis e controle fitossanitário e a diversificação do uso e processamento das amêndoas valorizam ainda mais o fruto nos mercados nacional e internacional, trazendo mais rentabilidade para o produtor e melhorando ainda mais a economia do estado”, afirma o titular da Seagri, Pablo Barrozo.

As transformações na produção, que envolvem o uso de novas tecnologias, estratégias de controle fitossanitário e plantio sustentável, além das condições climáticas favoráveis, têm contribuído para o aumento no volume da colheita do fruto. As projeções para 2026, de acordo com o IBGE, indicam que o cacau deve se consolidar como um dos motores do crescimento agrícola da Bahia, com aumento de 5,3% em comparação a 2025.

Enquanto o Sul concentra a produção tradicional, o Oeste baiano desponta como nova fronteira agrícola para o cacau. Com o uso de irrigação, o fruto tem apresentado uma boa produtividade. Na região, o cacau se soma a culturas consolidadas, como soja e algodão, contribuindo para a diversificação da produção agrícola e ampliando as oportunidades econômicas.

Sustentabilidade como chave

Um dos principais destaques da cacauicultura baiana é o sistema cabruca, predominante no Sul do estado. O modelo se caracteriza pelo cultivo do cacau sob a sombra de árvores nativas da Mata Atlântica, promovendo a conservação da biodiversidade e a manutenção dos serviços ambientais.

“Também foi aprovada, neste mês, na Câmara dos Deputados, a Lei 1.769/2019, que estabelece o percentual mínimo de cacau na produção de chocolate no Brasil. Isso fortalece e valoriza o trabalho dos produtores baianos de cacau”.Outro destaque é a ampliação do acesso ao crédito rural para o chamado “cacau sustentável”, com condições diferenciadas e mecanismos inovadores, como o pagamento por serviços ambientais (PSA), que remunera produtores pela conservação da biodiversidade e do estoque de carbono.

A inovação também ganha espaço, com pesquisas que apontam novas possibilidades de aproveitamento integral do fruto, incluindo o uso da casca e o processamento da polpa para desenvolvimento de produtos como o mel de cacau, além da fabricação de chocolates finos, ampliando a geração de valor na cadeia produtiva.

Produtor do fruto em Ilhéus, o presidente da Câmara Setorial do Cacau, Fausto Pinheiro, destaca que o Dia do Cacau é uma oportunidade de celebrar a força e a evolução dessa cadeia produtiva na Bahia, hoje única no mundo por reunir todas as etapas, da produção à fabricação do chocolate. Ele acredita que o avanço é resultado de investimentos em tecnologia, diversificação e melhoramento genético, que permitiram ao estado deixar de ser apenas fornecedor de matéria-prima para se consolidar como referência na produção de chocolates de alta qualidade, com origem e valor agregado.”Ao compreender melhor o mercado internacional, passamos a comercializar de forma mais estratégica e ampliando a renda dos produtores, em um cenário que já conta com mais de 120 marcas entre indústrias, cooperativas e empreendimentos familiares”, pontuou.

Fonte Seagri