A Reportagem teve acesso à decisão do desembargador do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), Pedro Valls Feu Rosa, que atendeu pedido da Polícia Federal para prisão do ex-prefeito de Pedro Canário, Bruno Araújo, e do atual Kleilson Rezende, além de afastamento da função pública por 180 dias, entre outras medidas cautelares investigativas e patrimoniais. O documento apresenta que o inquérito referente ao XXXIV Forró da Tábua Lascada tem mais investigados. A Operação Eco da Fraude II foi deflagrada na terça-feira (26).
Os investigados relatados no trecho das partes são o prefeito Kleilson Martins Rezende, o ex-prefeito Bruno Teófilo Araújo, Adailton dos Santos Sousa, Arnaldo Gomes de Oliveira, Fúlvio Trindade de Almeida, Gustavo Nunes Massete, Itagildo Marques Vieira, Kayky Ferreira de Souza Mota, Marques Estruturas Ltda., Oliveira Serviços Profissionais Ltda, Tiago Raimundo da Silva, Produções TR, Tiago Raimundo da Silva e Três Pontos Serviços Ltda.
“Sustenta que, durante análise do aparelho celular de Fúlvio Trindade de Almeida, então Secretário Municipal de Cultura, foram localizadas conversas mantidas por aplicativo de mensagens que revelariam ajuste prévio para manipulação de contratações públicas, elevação artificial de preços, combinação entre fornecedores, pagamento de vantagem indevida a agentes políticos e circulação dissimulada de valores em espécie” – detalha o documento sobre o início das investigações.
Diante do que foi apontado pela Polícia Federal, o desembargador deferiu a prisão preventiva de Kleilson e Bruno Araújo, o afastamento cautelar do cargo do prefeito e de Bruno, que até o dia 1º de abril era superintendente geral municipal, mandados de busca e apreensão em 11 endereços em Pedro Canário, São Mateus, Linhares e Afonso Cláudio, quebra de sigilo bancário dos investigados (nesta medida inclui a pessoa de Francyberg Mota Ribeiro, que também é citado no inquérito), proibição de contatos entre os investigados e quebra de sigilo telemático.
Por TC Online




