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Discussões sobre segurança e corrupção e ataques ao candidato ausente, Eduardo Paes, dão o tom do 1º debate ao governo do RJ

Participaram do debate neste domingo (9) na Band, em Botafogo, os candidatos Anthony Garotinho (Republicanos), André Marinho (Novo), Douglas Ruas (PL) e William Siri (PSOL).

Os candidatos ao governo do Rio de Janeiro realizaram na noite deste domingo (9) o primeiro debate eleitoral.

Eles debateram sobre propostas na segurança pública, responderam a perguntas sobre corrupção e direcionaram ataques a Eduardo Paes (PSD), que não compareceu ao debate.

Participaram do evento, nos estúdios da Band, em Botafogo, os candidatos Anthony Garotinho (Republicanos), André Marinho (Novo), Douglas Ruas (PL) e William Siri (PSOL).

O ex-prefeito alegou que, por orientação jurídica, só participará de debates e sabatinas após o início oficial da campanha e a confirmação dos registros das candidaturas pela Justiça Eleitoral, em 16 de agosto.

O debate foi desenvolvido em 3 blocos:

1º bloco: Todos responderam a pergunta única da produção do debate. Depois, tiveram 3 minutos para fazer perguntas entre si, com tema livre.

2º bloco: Cada candidato respondeu perguntas feitas pelos jornalistas da Band. Posteriormente, os candidatos tiveram mais tempo para perguntas entre eles, com tema livre.

3º bloco: Os candidatos tiveram tempo estipulado para fazer suas considerações finais.

Como foi o debate
O debate começou às 20h. Na primeira pergunta entre os candidatos, Siri perguntou se Douglas Ruas negociaria com o crime organizado, lembrando da prisão de Rodrigo Bacellar.

O ex-presidente da Alerj foi indiciado pela Polícia Federal, suspeito de ser um agente político do Comando Vermelho na Assembleia Legislativa.

Douglas Ruas respondeu sobre outro assunto, citando que a adoção do sistema de metas foi um retrocesso no combate ao crime. Ele prometeu um programa para garantir defesa jurídica a policiais.

Segundo ele, a adoção do indicador “letalidade violenta” teria dificultado o trabalho dos policiais que passaram a responder por homicídios, quando na verdade teriam atuado em legítima defesa.

Os ataques a Bacellar, Cláudio Castro e Douglas Ruas continuaram através de Anthony Garotinho: “A situação está tão complicada que os bandidos estão no governo”.

Sem se vincular a Castro e Bacellar, Douglas Ruas afirmou que vai ter como principal indicador de seu mandato a retomada de territórios.

“Precisamos devolver a liberdade econômica para as pessoas que moram nessas comunidades. Não é possível que essas pessoas não tenham garantido o seu direito de ir e vir”, pontuou.

André Marinho afirmou que criou um “super conselho de segurança”, com o objetivo de retirar o fuzil das mãos do crime organizado no Rio, que, segundo ele, está sob permanente “toque de recolher”.

“A gente precisa de autoridade novamente e foi por isso que eu trouxe conexões internacionais inéditas aqui é o que eu pretendo mobilizar todos os esforços para trazer a revolução na segurança pública”.

Durante o debate, Marinho chamou Paes de “fujão”. William Siri também lembrou que Paes não compareceu e disse que o ex-prefeito e candidato ao governo do estado “não gosta do servidor público”.

Educação e Saúde

O candidato do PSOL prometeu levar ensino integral às escolas, no modelo utilizado por Leonel Brizola nos anos 80 e 90. Ele prometeu construir 30 Cieps nos primeiros seis meses de governo.

“São quatro refeições por dia, é para o aluno ter cultura, ter lazer, ter esporte. É isso que nós precisamos porque isso funcionava antigamente”, pontuou Siri.

Douglas Ruas afirmou que sua principal proposta para a educação é implementar 200 escolas cívico-militares para melhorar as notas do estado do Rio de Janeiro no Ideb.

Na saúde, Garotinho e William Siri defenderam o fim do uso de organizações Sociais (OSs). “É tudo negociado e superfaturado”, atacou Garotinho.

Siri prometeu construir o Complexo Industrial da Saúde para fortalecer a indústria no setor.

Por G1