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Casos de chikungunya disparam mais de 300% na Bahia

A Bahia registrou 8.117 casos prováveis de chikungunya em 2026 até 10 de agosto, um aumento de 310,8% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 1.976 casos. Os dados são da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e organizados pelo BNews.

O crescimento da chikungunya ocorre enquanto os registros de dengue apresentam queda no estado. De acordo com o informe epidemiológico, foram notificados 20.980 casos prováveis de dengue em 2026, contra 26.179 no mesmo período de 2025, uma redução de 19,9%.

Chikungunya avança na Bahia
O coeficiente de incidência da chikungunya chegou a 54,6 casos por 100 mil habitantes. Ao todo, 188 municípios fizeram notificações da doença, sendo que 18 apresentaram incidência igual ou superior a 100 casos por 100 mil habitantes.

Alagoinhas aparece com o maior coeficiente de incidência, com 2.340,63 casos por 100 mil habitantes. Na sequência estão Rio Real (895,42), Muritiba (878,06), Teodoro Sampaio (535,71) e Aramari (484,86).

Também aparecem entre os municípios com maiores índices Queimadas (364,58), Catu (337,26), Santo Estêvão (272,01), São Félix (270,22), Conde (216,68) e Pojuca (181,69).

Uma morte por chikungunya foi confirmada pela Câmara Técnica Estadual de Análise de Óbitos.

Dengue tem redução de casos
No período de 4 de janeiro a 10 de agosto de 2026, a Bahia contabilizou 20.980 casos prováveis de dengue, com coeficiente de incidência de 141,1 casos por 100 mil habitantes.

Em 2025, foram registrados 26.179 casos prováveis. A comparação representa uma redução de 19,9% nos registros.

O estado contabilizou ainda 492 casos graves de dengue no período informado. O informe registra uma letalidade de 0,04% entre os casos prováveis e de 1,83% entre os casos graves.

Zika também apresenta alta
Os registros de zika também cresceram na Bahia. Foram notificados 284 casos prováveis em 2026, contra 237 no mesmo período de 2025, uma alta de 19,8%.

O coeficiente de incidência da doença chegou a 1,9 caso por 100 mil habitantes. Não foram registrados óbitos por zika em 2026.

Os dados fazem parte do informe semanal sobre a situação epidemiológica das arboviroses na Bahia, atualizado em 10 de agosto de 2026 pela Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde e pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica.

Por Redação BNEWS