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Suspeito de matar mulher encontrada em geladeira é preso no ES

Silas Santos Fontoura foi localizado em São Mateus após ser procurado em Jaguaré; segundo delegado, ele confessou o crime durante o deslocamento

Silas Santos Fontoura, de 40 anos, suspeito de matar a namorada, Benedita de Jesus Rodrigues, de 59 anos, foi preso no Centro de São Mateus, no Norte do Espírito Santo, nesta terça-feira (25). Segundo a Polícia Civil, Silas também tinha um mandado de prisão preventiva em aberto por homicídio na Bahia.

O corpo de Benedita foi encontrado na noite de sexta-feira (21), em uma residência no Centro de Montanha, pelo locatário que arrombou a porta do imóvel e encontrou a geladeira escostada na parede. A mulher estava desaparecida havia cerca de uma semana, enquanto Silas não era visto desde terça-feira (18). A Polícia Científica foi acionada e, durante a perícia, identificou perfurações em diferentes partes do corpo de Benedita.

De acordo com o delegado Erick Lopes Esteves, titular da Delegacia de Jaguaré, após a identificação de Silas como suspeito, os policiais fizeram contato com equipes de segurança. No fim de semana, receberam a informação de que ele poderia estar seguindo para Jaguaré. A partir disso, foi realizado um monitoramento no município, mas o suspeito não foi encontrado.

Na noite desta terça-feira (25), os policiais receberam informações de que Silas estaria em São Mateus. As equipes fizeram buscas e localizaram o suspeito no Centro da cidade. Segundo o delegado, o homem resistiu à prisão e foi necessário o uso de força para contê-lo. Ele foi levado à Delegacia de São Mateus

Benedita e Silas eram naturais de Nanuque, em Minas Gerais, mas não moravam juntos. Segundo Waldir Marins, os dois se conheceram e começaram a se relacionar em agosto de 2025. Silas estava em situação de rua quando Benedita teria o ajudado, e os dois iniciaram o relacionamento.

De acordo com o delegado, Silas foi para Montanha para trabalhar na colheita de café. Na cidade, alugou uma casa, onde Benedita costumava visitá-lo.

A filha da vítima relatou à polícia que o casal havia terminado o relacionamento cerca de dois meses antes, depois de Silas agredir Benedita com uma chave de fenda. Apesar disso, os dois voltaram a se relacionar. O locador da residência também contou aos policiais que já havia presenciado situações de agressão e violência praticadas pelo suspeito contra Benedita.

Ainda segundo Waldir, tanto Benedita quanto familiares dela sabiam que Silas era procurado pela Justiça.

Últimos contatos da família com a vítima
Na manhã de sábado (15), a filha conversou com Benedita por telefone e percebeu que a mãe estava receosa de falar depois de ouvir a voz de Silas. Durante a ligação, Benedita contou que os dois estavam reatando o relacionamento.

Na segunda-feira (17), a filha tentou novamente falar com a mãe, mas percebeu que a foto dela havia desaparecido do WhatsApp. Preocupada, procurou outros familiares.

Segundo o delegado Waldir Marins, a última informação que a família tinha sobre o paradeiro de Benedita era de que ela estaria em Vinhático, distrito de Montanha.

De acordo com o delegado Erick Lopes Esteves, titular da Delegacia de Jaguaré, após a identificação de Silas como suspeito, os policiais passaram a monitorar possíveis locais onde ele poderia estar. No fim de semana, receberam a informação de que o homem estaria seguindo para Jaguaré e realizaram buscas no município, mas não conseguiram localizá-lo.

Posteriormente, o delegado Waldir Marins, titular da Delegacia de Montanha, recebeu informações de que Silas estaria em São Mateus e repassou os dados às equipes de Jaguaré. Os policiais fizeram buscas e localizaram o suspeito em um alojamento em Guriri, onde estava hospedado com outros trabalhadores contratados para uma colheita.

Silas resistiu à prisão e, segundo Erick, foi necessário o uso de força para contê-lo. Ele foi levado para a Delegacia de São Mateus. Durante o deslocamento na viatura, conforme o delegado, o suspeito confessou ter cometido o crime, mas não deu detalhes sobre a motivação.

A prisão foi realizada por equipes das delegacias de Jaguaré e Montanha. A investigação continua para esclarecer as circunstâncias da morte de Benedita.

Por Nayra Loureiro
Repórter /nvieira@redegazeta.com.br