Adolescência é marcada por transformações emocionais e busca por autonomia; atenção aos sinais de sofrimento psíquico pode ajudar na busca por apoio
O mês de Setembro é marcado pela campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio e pela importância dos cuidados com a saúde mental. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) este ano, mostram que três em cada dez estudantes brasileiros de 13 a 17 anos afirmaram se sentir tristes sempre ou na maioria das vezes.
Na adolescência, período naturalmente marcado por mudanças de comportamento, oscilações emocionais, busca por autonomia e transformações na relação com a família, identificar sinais de sofrimento psíquico pode ser um desafio para pais e responsáveis. O cenário reforça a importância de criar espaços seguros de diálogo e ajudar crianças e adolescentes a reconhecer e compreender os próprios sentimentos.
Sinais que merecem atenção
- Afastamento: Isolamento repentino de amigos, familiares e abandono de atividades que antes davam prazer.
- Mudanças na rotina: Alterações drásticas e persistentes nos padrões de sono ou de apetite.
- Alterações de humor: Irritabilidade intensa, apatia ou choro frequente sem motivo aparente.
- Queda escolar: Perda de foco, dificuldade de concentração e declínio repentino nas notas.
- Frases de alerta: Expressões explícitas ou implícitas de desesperança, como “não quero mais viver”, “sou um peso” ou que a vida não vale a pena.
Como agir e onde buscar ajuda
- Escuta ativa: Crie um espaço seguro de diálogo aberto, sem julgamentos, permitindo que o jovem expresse o que sente.
- Rede de Atenção Psicossocial (RAPS): O SUS oferece acolhimento inicial por meio dos postos de saúde (Atenção Básica) e dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).
- Apoio Emocional (CVV): Em caso de necessidade de escuta sigilosa e apoio imediato, o Centro de Valorização da Vida atende pelo telefone 188 (24 horas).
- Urgências: Em situações de risco imediato à vida, acione o SAMU pelo 192 ou procure um pronto-socorro/UPA
Informações FolhaPe




