Professor foragido foi avisado sobre mandado de prisão antes da expedição oficial, aponta delegado em Mucuri
O professor José Marques Figueiredo Rosário, condenado em segunda instância pelo Tribunal de Justiça da Bahia pelo crime de estupro de vulnerável, está foragido após ter sido avisado sobre o mandado de prisão antes mesmo da sua expedição oficial. A informação foi confirmada pelo delegado titular da Comarca de Mucuri, Dr. Daniel Márcio de Souza, em entrevista concedida nesta semana.
” Na verdade, tão logo o Zé Marques foi condenado na segunda instância, o processo estava em apelação, ele foi condenado pelo tribunal de justiça da Bahia e logo que ele soube, antes do Dr. Renan emitir o mandado de prisão, ele já deixou a região, então não sabemos em que local, ele está, embora o advogado tenha ganhado tempo que apresentaria o cliente, hoje quando eu questionei o advogado, ele informou que o Zé Marques decidiu não se apresentar, então temos um foragido”, afirmou o delegado.
Segundo o delegado, o mandado de prisão foi formalmente emitido no dia 27 de março, porém, o professor teria sido alertado anteriormente e, com isso, conseguiu fugir da cidade ainda antes da ordem judicial ser cumprida. Desde então, o paradeiro de José Marques é desconhecido, dificultando a realização das investigações e captura pelas autoridades locais.
“O fato de ele ter conhecimento antecipado do mandado demonstra uma possível falha na segurança dos procedimentos internos, o nome do docente já foi incluído no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), sistema que permite que qualquer autoridade policial em território nacional possa realizar sua detenção a qualquer momento.
A prisão de José Marques é considerada prioridade devido à gravidade do crime e ao risco potencial que representa para a sociedade.
Essa ocorrência acende um alerta para o sistema judiciário e policial sobre a necessidade de implementar mecanismos mais eficazes de segurança e controle, garantindo a integridade das ações penais e a aplicação da justiça. A população local permanece apreensiva diante da ausência do condenado, aguardando uma solução rápida e definitiva para o caso.
Por Natacha Nakamura – Redação FM NEWS
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