Adiado o julgamento de pais acusados de torturar e matar filho de dois anos no Espírito Santo
Justiça adia júri popular de acusados pela morte de criança
O julgamento de Maycon Milagre da Cruz e Jeorgia Karolina Teixeira da Silva, marcado inicialmente para esta segunda-feira (8), foi oficialmente adiado. O casal responde por crimes graves contra o próprio filho, Jorge Teixeira, de apenas dois anos, ocorrido em julho de 2022.
A decisão de postergar o rito processual ocorreu devido à substituição da defesa de um dos réus. O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) informou que aguarda a designação de uma nova data para a realização do Tribunal do Júri. O órgão reafirmou seu compromisso em atuar na defesa dos direitos das vítimas e da infância.
Contexto das acusações e gravidade dos crimes
Os réus enfrentam denúncias por homicídio qualificado, com agravantes pelo emprego de tortura e por recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Além disso, o casal é acusado de estupro de vulnerável, com aumento de pena devido ao grau de parentesco com a criança.
Segundo os autos do processo, a promotoria sustenta a acusação baseada nas provas produzidas durante a instrução processual. O objetivo do MPES é buscar a condenação dos acusados, mantendo o rigor da lei diante da brutalidade dos fatos narrados na denúncia.
Relembre o caso que chocou Vila Velha
O caso veio à tona na madrugada de 5 de julho de 2022, quando a criança deu entrada no Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (HIMABA), em Vila Velha. Na ocasião, os pais alegaram que o menino sofria de sintomas gripais e pneumonia.
A equipe médica, contudo, identificou diversas lesões e sinais de abuso sexual no corpo do menor. A polícia foi acionada imediatamente após a constatação dos ferimentos. Durante a investigação, foi relatado que os pais tentaram impedir o encaminhamento do corpo ao Departamento Médico Legal (DML), sugerindo o envio direto para uma funerária.
Posicionamento das partes e desdobramentos
Após a realização de exames periciais no DML, a confirmação do estupro e a análise dos vestígios encontrados na residência da família levaram à prisão em flagrante do casal. Desde então, os réus negam as acusações de autoria dos crimes.
A defesa dos acusados não se manifestou até o momento sobre o adiamento do júri. Para mais informações sobre o acompanhamento de casos judiciais no estado, consulte o portal oficial do Ministério Público do Espírito Santo.
Fonte: Noticias do ES




